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Populações Tradicionais de apanhadores de flores ou sempre vivas situada nas margens do rio jequitinhonha. Os moradores da comunidade de Vargem do Inhaí no município de Diamantina, tinham na “panha” de flores do campo e da capa do coco e do garimpo como fonte de renda importante. Essas atividades tradicionais vêm sendo impactadas pela atuação de agentes ambientais, além disso, eles apontam limitações da infra-estrutura pública em termos de estradas, abastecimento de água, prédio escolar. A comunidade se auto identifica como “apanhador de flor” e quilombola e reivindicam do estado a regularização fundiária do território, ameaçado também pelos chamados invasores e pelo desmatamento de grandes extensões de cerrado para fins comerciais, à reveria da legislação ambiental, mas com a conivência destes. Dona Preta fazendo penitência para chamar a chuva.<br />
Em períodos de seca intensa, alguns moradores costumavam fazer individualmente uma peregrinação ao cruzeiro, onde subiam o morro do cruzeiro com uma pedra na cabeça (que era retirada do córrego da região) e uma lata de água. A peregrinação também podia acontecer até o cruzeiro onde uma senhora fora enterrada, em parte mais baixa da comunidade. Durante a subida, rezavam o pai-nosso e entoavam canções. Ao chegar no cruzeiro, a pedra carregada na cabeça lá era depositada e a água da lata, era usada para molhar o cruzeiro.  A penitência se repetia durante 3 ou 9 dias (novena).<br />
No nono dia, a chuva vinha.