Comunicação e Direitos Humanos
Estamos diante de dois direitos: O direito legítimo do jornalista informar e o direito universal e individual de todas as pessoas buscarem a informação que desejam e divulgá-la. Um direito não pode ser sensor do outro. Os jornalistas não devem ser censurados e nem devem censurar. Toda essa questão cresce quando vários segmentos da sociedade se sentem feridos e sofrem com a informação produzida pelos meios oficiais.
Em fotografia tem uma coisa muito clara. Se as pessoas não viram não existe e, portanto, se não é mostrado, não é conhecido, não faz parte do conteúdo de informações que forma o senso crítico coletivo. Isso acontece com o belo, com a dignidade e com as realizações dos segmentos com menor poder aquisitivo.
No mais das vezes a beleza dessas pessoas é proibida de ser mostrada, ser conhecida. Por exemplo: fabricamos uma violência sobre os moradores das favelas que são constantemente confundidos no imaginário da classe média com pessoas que geram violência. É construído então uma violência enorme com a informação que soma a outras forças violentas no Rio de Janeiro como o Estado.
A vítima é o morador das favelas.
Ocorre muito parecido com os trabalhadores rurais, principalmente se pertencerem ao MST, com os quilombolas e com os índios.
Hoje, tão importante quanto denunciar é mostrar a beleza das populações que sofrem esse enorme processo de censura, de exclusão visual de sua beleza e portanto, de segregação, de estigmatização através da violência, de marginalização e de criminalização.
